terça-feira, 10 de março de 2009

Rock, criatividade e irreverência


Falei das melissas desenhadas pela Vivienne Westwood e fiquei com vontade de compartilhar a trajetória dessa que é praticamente a mãe do punk. O texto a seguir foi retirado do wikipedia:

Aos 17 anos mudou-se para Londres. Lá dava aulas de inglês e casou-se com seu primeiro marido, Derek Westwood, com quem teve um filho. Estudou por pouco tempo moda na Faculdade de Arte de Harrow, mas não acreditava que uma pessoa como ela pudesse viver no mundo da arte.
Influenciada pelo clima rebelde da década de 1960 decidiu divorciar-se, conheceu seu futuro sócio, Malcolm McLaren, casou-se com ele e teve outro filho.
A relação profissional entre Vivienne e Malcolm fez com que em 1971, inspirados pelo rock original dos anos 50 fundassem sua primeira loja, Let it Rock. A partir disto a estilista começou a criar roupas visando o público marginalizado das periferias de Londres. Devido a uma série de polêmicas e problemas com a justiça mudaram o nome da loja várias vezes, sendo o último e mais conhecido o nome Sex. Na mesma época seu marido era produtor da banda Sex Pistols, uma das primeiras grandes bandas punks existentes. Como Vivienne vestia aquela, entre outras bandas, ficou conhecida como “estilista-punk”, título que é atribuído a ela até hoje. Com o passar dos anos o movimento foi perdendo força, e com ele a sua moda.
Em meados da década de 80 ela se divorcia e muda-se para a Itália, passa a dar aulas na Academia de Artes Aplicadas de Viena, onde conhece seu atual marido Marc Andréas. Em 1981 Vivienne cria então sua primeira coleção, Pirates, apresentando looks com cortes inspirados nos século XVII e XVIII; algo mais romântico com um olhar histórico.
No ano seguinte desfila em Paris, que desde Mary Quant não apresentava desfiles de ingleses. Terminado seu casamento com Malcolm McLaren, e com seus horizontes expandidos passa a criar roupas ligadas à história da moda e do mundo, com muito exagero, e cores gritantes. Seu nome aparecia cada vez mais forte na moda.
Em 1987 fez sua primeira coleção para o público masculino mostrando muito erotismo. Nos anos seguintes continuou causando polêmica, como em 1994, em que os bumbuns das modelos ficavam expostos na passarela. O estilo escocês virou um padrão em suas coleções, normalmente ironizado, como em 1997 que criou baseado neles, roupas femininas sensuais e coquetes.
Nunca perdeu sua identidade e sempre se mostrou atenta aos acontecimentos do mundo lançando roupas inusitadas, como uma camiseta com a frase “Não sou terrorista, por favor, não me prenda”, feita em edição limitada protestando contra as duvidosas leis anti-terroristas adotadas pelo governo inglês depois dos ataques em Londres no ano de 2005.
Vivienne é o centro da moda inglesa há 34 anos, influência gostos, pessoas e atitudes. Seu sucesso proporcionou uma retrospectiva no Museu Victoria & Albert de Londres; exibição com 150 peças e passagens significativas de sua vida e carreira. Foi apontada no livro Chic Savages como um dos seis melhores estilistas do mundo, e como estilista do ano duas vezes. Aos 64 anos ganhou o titulo de Lady da Rainha Elizabeth II da Inglaterra.

fotos da coleção Anglomania 2009:




Adoro como ela associa o rock dos buttons e caveirinhas com a feminilidade dos vestidos, babados, pérolas e cinturas marcadas.
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bolsinha linda demaisssssssssss:**
Ouvindo: Little miss queen of darkness - The Kinks

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