terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Yoko Ono

Muita gente demonizou a Yoko, mas eu tenho simpatia por ela porque ela fazia bem ao John!
Não sei se vocês sabem, mas o John tinha uma série de complexos. Filho mãe solteira, não conheceu o pai, mas tinha com ela uma relação intensa. Infelizmente, ela morreu num acidente quando ele ainda era menino. Fato que ele nunca superou e tratou em algumas canções ("Mother", "Julia"...)
Ela era um espírito livre, característica que ele acabou herdando.
Nos anos de escola, ele firmou uma amizade muito forte com Stuart Sutcliffe, uma artista plástico de mente genial, que também morreu precocemente. John o admirava muito e quase pirou com a perda!
Daí em diante, John entrou numa jornada em busca de autoconhecimento que o levou, muitas vezes, à depressão. O álbum Help! já refletia a angústia de um homem preso à condição de ídolo e que se sentia extremamente solitário.
John era muito questionador e inquieto, e refletiu sobre várias religiões na esperança de encontrar sentido para sua vida (fez afirmações polêmicas e amargou com a repercussão violenta das mesmas).
Qual o papel de Yoko nisso tudo?
É que após conhecê-la, ele parece ter encontrado rumo e sentido. Tudo parecia possível e ele agia como se entedesse finalmente qual era seu lugar no mundo. Ela o ajudava a compreender suas inquietações.
A saída dos Beatles era algo há muito desejado, pois ele afirmou inúmeras vezes que não queria chegar aos 30 cantando "She loves you!"
No ábum Plastic Ono Band, gravado com a amada, ele afirma em uma das canções, onde despreza mitos, que não acreditava nos Beatles.
A Yoko é uma artista plástica japonesa, vanguardista, cantora e produtora, e o casal se conheceu numa exposição dela.
Uma das instalações era uma escada embaixo de uma lupa pendurada no teto, onde havia uma palavrinha minúscula escrita. John subiu todo desconfiado, achando que estaria escrito algo bem clichê como "revolução" ou algo do tipo, mas estava escrito apenas "Yes". Ele ficou enternecido e decidiu conhecer a artista.
Aí, vocês já sabem, né? Começou aquele grude louco, eles não queriam ficar separados em nenhum momento, e ela acabou sendo acusada de pivô do término da banda.
Mas a verdade é que Yoko sempre estimulou o melhor das potencialidades de John. Fazia-o sentir-se completo, feliz, ajustado, sereno e livre.
Juntos, os dois criaram instalações e álbuns conceituais, explorando a introspecção poética e a sátira provocadora, que contribuíram para a mudança de John diante do mundo.
E eu acho essa construção a dois o máximo! Sou muito fã!
Depois eles se separaram, ele se envolveu com a secretária dela, ele largou a carreira pra ficar em casa fazendo pão e criando o Sean, o casal reatou, mas eu prefiro admirar a parte mais bonita dessa jornada.

E é isso! Acabamos aqui essa série!
O tempo passou, eu fiquei mais atarefada e não acompanhei as separações e novas esposas da fase pós Beatles.
Acho que vocês conseguiram perceber o quanto cada uma me inspirou: a beleza e fidelidade de Cynthia, o poder da Patti, a inteligência da Jane, o estilo da Maureen, o talento e o engajamento da Linda, a inovação transformadora da Yoko.
Espero que tenham curtido!

5 comentários:

  1. Amei essa série. Cada uma com seu estilo, seu jeito de ser, mas todas com personalidade fortes e marcantes. Bjs.

    ResponderExcluir
  2. Ainda não sei se gosto ou não da Yoko...
    mas vc me fez olhar pra ela de um jeito diferente hoje.
    A gente ouve muita coisa, cada um conta a história do seu jeito, mas me parece que ela foi uma mulher muito bacana e inteira na sua relação com Jonh.
    Tenho uma tia muito querida que foi (e ainda é) fã dos Beatles, especialmente do Jonh.
    Quando ele morreu ela parecia ser a viúva, ficou de cama, recebia telefonemas o tempo todo, enfim, ela não gostava muito da Yoko.
    Mas ela era fã, viveu o calor dos acontecimentos da época.
    Muito bacanas essas postagens, lindinha.
    Adooorei !!!
    Beijooocas e parabéns !!!

    ResponderExcluir
  3. Aline querida! Gostei muito do post, não sabia tudo isso que vc contou, mas sempre tive pena pela Yoko ter sido "apedrejada" e culpada pela fim dos Beatles. beijos
    Cynthia

    ResponderExcluir
  4. Amiga, vc vai me matar, mas eu vou confessar o pq de não sermos totalmente gêmeas: eu não sou fã de Beatles. Gosto, mas nunca fui beatlemaníaca. Portanto, conhecer a história deles através de suas esposas foi ótimo. Eu era do time que achava a Yoko uma vaca! hahaha... agora conheci o outro lado e, simpatizo.

    Beijos, querida.
    Te mandei e-mail.

    ResponderExcluir
  5. Nossa... adorei! Ótimos posts querida! Muito bacana conhecer essas histórias todas...

    Beijo,
    Japa

    ResponderExcluir