sábado, 6 de agosto de 2011

45 anos do Revolver



Ontem foi o aniversário de 45 anos de um dos melhores álbuns os Beatles, aquele que os inseriu na cena psicodélica - 'Revolver'. Lançado em 1966, ano em que os Beatles deixaram de fazer turnês e em que John conheceu Yoko, Revolver foi um divisor de águas na carreira dos Fab Four, servindo inclusive como referência para muita coisa que surgiu depois na música.

O sétimo disco da banda conta com canções soberbas, repletas de experimentações e lirismo. Os rapazes que vinham ouvindo o vanguardista Stockhausen, rechearam as faixas com sons gravados do cotidiano, solos tocados de trás para frente, paredes sonoras, violinos e metais. George, que nessa época ensaiava o flerte com a cultura indiana (que se estenderia por toda a sua vida), contribui explorando a cítara. Paul revela-se um exímio compositor, iniciando a tradição de peças narrativas, que exploraria em inúmeros discos futuros.

Sem ter de se ocupar com turnês e filmes, a banda começa a se deter mais sobre as composições e se dedica  a uma produção mais caprichosa. Criar o inédito e competir com o que havia de melhor no mercado roqueiro  era a palavra de ordem para Lennon e McCartney, que exigiam cada vez mais de si mesmos, de seus companheiros  e de seu produtor, George Martin.

Além disso, 'Revolver' é um disco produzido à base de drogas. Os músicos, que já eram entusiastas da maconha, começavam a experimentar LSD e a compor sob seu efeito. "Tomorrow Never Knows" é a própria ode à viagem lisérgica.

Ao contrário do que se pensa, o título 'Revolver' não se refere à arma, mas ao verbo "revolver". Uma primeira opção seria 'Abracadabra', que acabou sendo descartada. A capa do disco foi criada por Klaus Voorman, um amigo antigo dos tempos de Hamburgo, que mais tarde tocaria baixo em vários discos de John, George e Ringo). E apesar de ter várias faixas banidas das rádios devido à apologia às drogas, o disco entrou no 1º lugar das paradas em 10 de Agosto, onde permaneceu por 7 semanas.



















*Vale ressaltar que nessa época drogas eram uma coisa nova, ninguém sabia exatamente os estragos que elas   eram capazes de causar, e que, louvando um álbum que as toma como inspiração, não pretendo elogiá-las, ok?

7 comentários:

  1. é o meu 3o álbum favorito. =~ já começa tudo agitado com o george cantando nesse álbum, amo =~ tomorrow never knows é fo-da! ai beatles, ai! =~~~~~~~~~~

    =**

    ResponderExcluir
  2. You have good points there, so I always check your blog, it looks like you are an expert in this field. keep up the fantastic work, My friend recommends your blog.

    My blog:
    rachat pret personnel www.rachatdecredit.net

    ResponderExcluir
  3. Adorei o post! Revolver é tudo de bom, Eleanor Rigby é uma das minhas preferidas de todo o sempre, acho a letra fantástica!

    beijo!!

    ResponderExcluir
  4. Adoreiii a visitinha!
    Beatles é muito bom! Sempre!
    Beijos e beijos,
    Claudia

    ResponderExcluir
  5. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  6. Psicodelia pura!! Adoro demais esse álbum e depois que eu li a biografia dos Beatles de Bob Spitz e a do John a capa do Klaus ganha um novo significado.
    Beijos
    Tati

    ResponderExcluir
  7. For no one é a minha preferida.
    Here, there and everywhere é a que o João canta pra mim.

    Álbum incrível!

    ResponderExcluir