domingo, 11 de setembro de 2011

Desafio de livros - Livro de ficção científica favorito

Vai começar a sessão FAIL aqui nesse desafio. Porque sou bibliófila, mas não uma enciclopédia. E porque alguns dos temas são tão idiotas e repetitivos que me darei o direito de não dar ou repetir os títulos, ok?

Eu não li nada de ficção científica que mereça ser mencionado. Isaac Asimov? Neh! George Orwell? Nope! Nunca me interessei pelo tema... 

No entanto, fui resenhista de um site cujo público era majoritariamente masculino e geek, e tive de ler algumas coisas curiosas  na época, dentre as quais um romance de um autor nacional que achei bem interessante e inusitado: Anjo - a face do mal.


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Reproduzo abaixo a resenha que publiquei no tal site:

Guerra, conspiração, ganância, disputa por poder e muito terror. Política contemporânea? Não, esse é o enredo de Anjo - A face do mal, romance de Nelson Magrini. Acrescente aí personalidades espirituais como Lilith, Ogum, Astaroth e arcanjo Gabriel.

Nessa trama policial, física e metafísica se unem para combater uma hecatombe iminente. Uma entidade misteriosa espalha o medo na cidade de São Paulo, ao cometer assassinatos sangrentos, e atemoriza o plano astral, pondo anjos, demônios, caboclos e entidades milenares em alerta de guerra.

Enquanto na Terra o policial Rafael tenta compreender a natureza desses terríveis crimes, duas figuras nada convencionais - um suicida e o temido Lúcifer, autodenominado 'Portador da Luz' - se unem para combater a terrível criatura que, antes de derramar sangue numa cruel carnificina, dá às suas vítimas um enorme sentimento de paz interior.

Intrigado com a força desconhecida, Lúcifer é seduzido pelo conhecimento do novo ser. Contudo, leis da física o impedem de se manter no plano terrestre por muito tempo, tornando necessária a companhia de um mortal. Assim sendo, pede a ajuda do desiludido Lucas, dando-lhe um pouco de esperança ao lhe prometer a realização do seu mais forte desejo. Confuso, amedrontado, mas sem muito a perder, Lucas aceita o acordo.

Com originalidade, Magrini apresenta o paraíso governado pelo sistema democrático, com o qual os anjos definem o destino universal. Lúcifer, em vez de um sanguinolento monstro chifrudo e com patas de bode, é um elegante e irônico senhor, cujo olhar gélido é capaz de empalidecer a alma, mas cuja habilidade de questionamento consegue fragilizar até as certezas do anjo mais virtuoso.

Numa perseguição alucinante, naves angelicais e armas demoníacas são roubadas, entidades se atrapalham com feitiços de invisibilidade, e possessões grotescas não poupam sequer crianças, conduzindo-nos da ansiedade à náusea sem piedade.

Contudo, a trama perde força com o desfecho: o cumprimento do trato por Lúcifer soa fraco, fácil demais em vista do enredo fortemente original. Mas a ação e a criatividade, ainda assim, conseguem assegurar uma leitura instigante e inusitada.

3 comentários:

  1. Amiga, passei pra te deseja uma linda semana =D
    Beijos!

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  2. nao gostei da historia
    otima semana, beijinhos

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  3. Neuromancer, do Gibson; e Viagem fantástica, do Asimov; =)

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