terça-feira, 13 de setembro de 2011

Desafio de livros - Um livro que me faz lembrar de alguém preconceituoso

Hoje serei obrigada a dar uma resposta idiota, mas prefiro dá-la a ter de me admitir trollada por esse desafio.

O tema, reproduzido em toda a sua falta de coesão (que corrigi no título do post, porque o blog é pobre mas é limpinho), é esse:

Um livro que você lembra de alguém preconceituoso

Ok. Posso citar alguns títulos, não porque eu lembre de alguém preconceituoso em especial, mas porque o tema "preconceito" está presente nos textos de alguma forma. Como o bicho aqui tá pegando, apenas indicarei os livros e a tal situação de preconceito. Quem se interessar, usa o google pra pesquisar melhor.

* Harry Potter, de J.K. Rowling: Lord Voldemort e seu ódio pelos sangue-ruins tem seu quê de Hitler fabulesco, não?

* Orgulho e Preconceito, de Jane Austen: A dificuldade que as irmãs Bennet têm de casar devido a sua posição social não aristocrática e o preconceito que Elizabeth nutre em relação à moral de Mr. Darcy, que ela julga duvidosa.

* O preconceito linguístico, de Marcos Bagno: só porque eu sou nerd, estou indicando um livro da minha área, sobre a discriminação diante das diferentes variáveis linguísticas. A gente tende a achar que a gramática normativa é a correta e que tudo que se afaste dela é uma abominação. No entanto, os linguistas, aqueles que estudam a língua enquanto fenômeno, consideram legítima qualquer variação, desde que a comunicação se efetive. Nesse sentido, a norma dita padrão seria apenas um instrumento para que órgãos oficiais (governo, imprensa etc.) se façam entender plenamente por todos os concidadãos. Todo mundo sabe que a língua falada no Sul é consideravelmente diferente da falada no Nordeste, por exemplo. No entanto, as pessoas se entendem. Então, a norma padrão (também conhecida como "culta") tem por objetivo ser isenta de marcas regionais ou sociais específicas (em tese, né? porque é a língua das classes dominantes...) Interessante para repensarmos nosso ódio diante de quem brada FRAMENGO a plenos pulmões!

5 comentários:

  1. Lord Voldemort. Reaalmente, Aline... rsrsrs
    bjokas

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  2. detesto preconceito com sangues-ruins e trouxas! rsrs

    Na sexta série, lemos "Pretinha, eu?", e houveram grandes debates na turma por causa dele, rsrs

    Muito bom!

    Bjs, Aline

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  3. Nossa, que desafio diferente!
    E bem bacana.. às vezes, a gente lê a história e nem percebe..
    Vou dar a minha dica: Metamorfose do Kafka.. preconceito com a baratinha poxa.. só pq ela é meio nojenta..kkk
    Brincadeira
    Beijos linda!

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  4. Lineee, não sumi nãoo, ainda to vivaaaa!!! É que to em semana de prova e trabalho, aí é uma doideira sem fim! Mas sempre to passando aqui... Os únicos livros que eu lembro me fizeram lembrar de alguém preconceituoso são os daquela psiquiatra famuósaaaa, que escreveu mentes perigosas e desde então vem ganhando dinheiro em cima de gente inocente (e outras nem tanto) que compram essas ideias. Vai de encontro a tudo que eu acredito e penso que ao invés de esclarecer determinados assuntos, gera mais preconceito.
    Já li esse livro do Bagno e acho fantástico. Aliás só quem nunca ouviu uma música do Luiz Gonzaga para achar que a única linguagem aceita é a linguagem "culta"!!
    Beijossssssss
    Tati

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  5. Boas observações... estou amando esse seu desafio, querida!

    Beijinhos! :)

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