domingo, 25 de setembro de 2011

Desafio de livros - Um livro que me fez cair no sono

Tive de ler um livro na graduação que me fazia dormir a cada tentativa. Mal compreendi o enredo, pois não passei da metade. Trata-se de Eurico, o presbítero, de Alexandre Herculano. Na falta de memória para melhor comentar o livro, cito abaixo um resumo da net e um fragmento:



O resumo da internet:

Tomando como cenário a época de dissolução moral e política do fim da monarquia visigótica na Península Ibérica, o autor aborda o problema ético-religioso do celibato, através da personagem central de Eurico, antigo gardingo tornado presbítero de Carteia por causa do amor impossível por Hermengarda, a nobre irmã de Pelágio, autor de hinos inspirados por Deus e pela Pátria. Quando a sua pátria e a sua religião se veem ameaçadas, Eurico repõe as vestes de guerreiro e transforma-se no Cavaleiro Negro, combatendo heroicamente os árabes. No fim, tendo reencontrado Hermengarda, mas ciente de que o seu amor é sacrílego, vai procurar a morte na batalha contra os invasores, enquanto a sua amada enlouquece. Na figura extraordinária do protagonista, na expressão do pessimismo social, na exaltação patriótica, no ascetismo profético, a obra espelha bem a idiossincrasia romântica do seu autor. Eurico, o Presbítero, que o próprio Herculano considerou uma "crônica-poema, lenda ou o que quer que seja", apresenta-se eivada mais de efabulação poética do que propriamente romanesca, constituindo, assim, uma obra única do romantismo português.


Eis um fragmento:

Mas Eurico era como um anjo tutelar dos amargurados. Nunca a sua mão benéfica deixou de estender-se para o lugar onde a aflição se assentava; nunca os seus olhos recusaram lágrimas que se  misturassem com lágrimas de alheias desventuras.  Servo ou homem livre, liberto ou patrono, para ele  todos eram filhos. Todas as condições se livelavam onde ele aparecia; porque, pai comum daqueles que a Providência lhe confiara, todos para ele eram irmãos. Sacerdote do Cristo, ensinado pelas largas horas  de íntima agonia, esmagado o seu coração pela soberba dos homens, Eurico percebera, enfim, claramente que o cristianismo se resume em uma palavra  - fraternidade. Sabia que o evangelho é umprotesto, ditado por Deus para os séculos, contra as vãs distinções que a força e o orgulho radicaram neste mundo de lodo, de opressão e de sangue; sabia que a única nobreza é a dos corações e dos entendimentos que buscam erguer-se para as alturas do céu, mas que essa superioridade real é exteriormente humilde e singela.

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