sábado, 8 de junho de 2013

Readapting

Fui assaltada a cinco minutos de casa e fiquei neurótica o suficiente para encher as portas da casa de cadeados. Não importa que o assaltante tivesse cara de debilóide, parecesse estar desarmado e tenha levado apenas um pouco de dinheiro e um celular com defeito. Ou que ele não tenha me machucado e tenha sido suficientemente paciente com a minha estabanação em encontrar dentro da bolsa as coisas que ele pedia. Saí "ilesa", mantive meus documentos e as chaves de casa, mas não importa. O medo e a sensação de vulnerabilidade continuam aqui.



Busco me consolar com meu novo brinquedo - bem superior ao telefone antigo e que me custou pouco, para ser sincera. Tenho zero avidez com tecnologia, tanto que só troco meus aparelhos eletrônicos quando eles ficam, de fato, imprestáveis. Já usei notebook com teclado queimado (conectava um portátil) até ele caducar de tão lento. Um dos meus celulares foi utilizado sem antena, com display manchado, teclas caindo e tampa da bateria sem um pedaço, até que uma alma caridosa decidiu me presentear com um novo. Esse aparelho que o assaltante levou estava com um problema no software que impedia o acesso ao menu e a mais da metade das funções acessórias.



Com a nova aquisição, comprei capinhas bonitas, baixei livros e dicionários, assisto às minhas séries no trem. Também tenho aproveitado para testar o Instagram e o Google Play Livros, como experimento mesmo, porque minha vida de anciã interessa a quase ninguém nas redes sociais, e porque a leitura no celular não substitui nem de longe o prazer do livro físico. O aplicativo demora a carregar as páginas, que são muito pequenas, e nem sempre o marcador se mantém na página certa. Fora que, no livro tradicional, posso fazer grifos e anotações e usar marcadores bonitos.


Não consigo fazer foto de look no Instagram com a câmera em pé, porque ele corta as fotos quadradas e decepa minha cabeça ou meus pés. Se alguém tiver macete, instrua essa ignorante, por obséquio.


Confesso que tem rolado um amor ao tamagotchi, mas espero que, passada a empolgação da novidade, eu consiga retornar a minha vida moderadamente conectada, até porque o risco onipresente de assalto nessa cidade desencoraja o apego.

Gostaria também de retomar minha rotina de programas culturais, que anda negligenciada desde que voltei de viagem. Tem a exposição Elles: mulheres artistas na coleção do Centro Pompidou, no CCBB, a peça interativo-dançante Jukebox, e os filmes Great Gatsby e Before Midnight, que tenho esperado tão impacientemente.

Com minha rotina e estabilidade emocional desandadas, acabo me sentindo mais extenuada que o habitual. Minha vida pessoal e a profissional estão todas atrasadas (este texto da Pati ilustra bem como tem sido), mas preciso ter paciência até que as coisas reencontrem seu ritmo e para que eu consiga me tranquilizar e retomar um mínimo de controle antes de acabar adoecendo de verdade.

15 comentários:

  1. Poxa Aline, nunca fui assaltada.
    Se cuida mesmo com essa coisa do cansaço, de readaptação do ritmo. Quem sou eu pra falar, já que ando sempre locona e fritando por causa de trabalho, mas vá lá. Lá na firma, eu fiz um papelzinho escrito "Não sofra, respire", só que do jeito que eu coloquei as letras, o povo fica me zuando falando que eu escrevi "não respire, sofra". E esse virou nossa mantra de brincadeira, mas ainda tá lá a intenção de parar, respirar e cuidar de si.
    E que legal saber que tem gente que também não liga pro celular da moda!
    Adorei o seu marcador de livro jukebox e continuo sempre babando na maneira colorida e cheia de identidade que você se veste. Fico com vontade de ver os detalhes, mas por outro lado acho bacana esse jeito de olhar pra semana toda de looks em uma foto só!
    Beijão!

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    1. Obrigada pela força e pelos elogios, Aninha!
      ;)

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  2. Aline, como gosto de ler seus textos, sempre passo por aqui e sempre gosto das coisas que você escreve, então, mesmo quando eu não comentar, saiba que estou gostando. Espero que goste da peça Jukebox, achei um pouco estranha, depois me conte. Bjs


    Jaciara ( a garota do Detran...rs)

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    1. Volte sempre, querida!
      Eu suspeito que a Jukebox seja bem incomum mesmo, rsrs.
      :)

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  3. Ser assaltada dá uma sensação de impotência, já passei por isso, já perdi 4 celulares e nenhum deles era da moda, estou com o mesmo há 5 anos, sem câmera, sem nada...rs. Espero que esteja bem e que não fique assustada.

    Já baixei livros e desisti de ler na tela do computador, acabo comprando o físico mesmo, pelas anotações e grifos e por poder ler em qualquer lugar.

    Acho lindo coturninho vermellho!

    Bj e melhoras!

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  4. Eu já quase fui assaltada algumas vezes, mas nunca de fato. Se nos quase assaltos eu já fiquei assustada, imagina se tivessem me levado algo? A sua reação é normal, eu passaria um tempo insegura também.
    Eu adoro brinquedos tecnológicos! rs Ter um smartphone é muito bom, é uma mão na roda e super útil. Aviso que a gente se apega cada vez mais a eles e se acomoda com a facilidade de suas várias funções.
    Já te achei no Instagram. Uma dica para os looks é usar programas que dividem a foto em mais de um frame, como o Pic Frame e o Poly Frame, eu os uso no meu iphone, deve ter para androide também. Muitas meninas usam para dividir o quadrado do Instagram com mais de uma foto, desse jeito você pode colocar uma foto de corpo todo e outras fotos com detalhes do look.
    Não se cobre tanto em colococar sua vida pessoal em dia. Não sofra muito e se de um tempo :)
    Beijos

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    1. Já estou te seguindo de volta!
      ;)
      Eu tinha baixado o Pic Frame, mas ainda não tinha explorado o bastante. Mesmo assim, obrigada pela dica!

      Besitos!

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  5. Aline, você pode baixar o aplicativo InstaSize (bem fácil de encontrar no Google Play) pra solucionar esse probleminha com as fotos! Ele permite que você compartilhe as fotos inteiras no Instagram. É chato esse negócio de ter que cortar a foto, né?
    Espero ter ajudado!
    Beijos! (:

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  6. Aline, o Instagram corta mesmo. Eu fotografo com a câmera normal, sem ser por aplicativo. Aí faço as montagens no InstaPicFrame.
    bjos

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  7. Oi Aline
    eu to amando vc lá no instagram
    tmbm sou meio velhinha com coisas tecnológicas.
    muita gente posta foto de look assim deitado mesmo.
    e vc tmbm pode fazer colagens no photogrid

    bjs

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  8. Oi Aline!
    A sensação de impotência quando acontece uma coisa dessas é grande né? E dá uma raiva porque tem tanta coisa errada e o fato do imbecil do assaltante ser um imbecil vai além (da própria imbecilidade do sujeito)....
    Enfim, que bom que nada de pior aconteceu com você e olha sou desse seu time também, só troco tecnológicos quando a coisa não dá mais!
    Achei uma graça os looks "tortinhos" hahahah
    :)

    Beijos!!

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  9. quero ir nessa Elles tb. adorei seus looks e mais ainda da bolsa. que bom que tá de aparelhinho novo!! eu adoro. só cuidado pranão viciar mesmo. hehehe xêro.

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  10. Oi Aline ,
    Sobre as foto no instagram vc apenas precisa deixar a camera completamente na horizontal e afastar um pouquinho mais do espelho para enqudrar ,é o que faço rsrsrs. Poderia ter um tripé de iphone ,né?! rsrs
    Sempre passo aqui e me identifico com seus textos ,mesmo que sejamos um pouco diferentes nas atividades que fazemos ,me identifico com vc por gostar de programas que a maioria dos jovens não gostam e para falar a verdade ,acho super subversivo isso!Bjs Jota =)

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