quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Poema nascido num resto de página do livro da Ana C.


Quando você chegou
fiquei cega.
Você chegou
e perdi as defesas.
Você chegou leve, como brisa fresca
Mas tão definitivo,
Torrencial
que devassou-me as muralhas.
Chegou. Chegou...
Arregaçando-me os poros
por onde dei de perder-me
Perder-me...
inteira magnética
rodopiando...
irradiando...
Invadindo a página 422,
impetuosa, sacrílega, inconsciente.
Confissão derramada,
Feito supernova
a brilhar inédita
na quietude do mistério.

2 comentários:

  1. Uau Line! Poesia normalmente me cala, então só estou comentando pra dizer que li e gostei muito <3
    Beijão!

    ResponderExcluir