quinta-feira, 28 de agosto de 2014

A primeira vez que ouvi minha banda favorita #rotaroots

Vi esse post no blog na Renata, sobre mais um tema do Rotaroots. Devo dizer que sigo o grupo do Rotarrots no facebook e que só não estou oficialmente inscrita porque não entendi como funciona o lance do bannerzinho lá. A titia aqui é anciã e não manja os paranauê das interneids.

Well... Qual será minha banda favorita? BEATLES, né? :D Alguma dúvida? Inclusive, esse tema é o que mais traz visitas aqui pro blog.




Provavelmente, ouvi Beatles, de forma não-consciente um sem-número de vezes, sem saber do que se tratava. Só fui ter real noção de quem eram, para além do nome de uma banda da juventude dos meus pais, quando a Globo exibiu o documentário Beatles Anthology. Meus pais costumavam gravar vários documentários que passavam altas horas da noite para ver nos seus momentos de folga. Como eu era uma pré-adolescente desocupada e curiosa, assistia à tarde, depois do colégio. (Foi numa dessas, a propósito, que assisti um documentário maravilhoso sobre cinema. Será que alguém lembra?)

Beatles Anthology foi um divisor de águas na minha vida. Eu tinha 13 ou 14 anos e me tornei uma pessoa "beatlelada", como diz minha mãe, desde então.

 Nos primeiros episódios, estava achando tudo bacaninha e empolgante, mas não extraordinário. Até que vi o Paul cantando "Yesterday". 



Naquele momento, eu me apaixonei, com todo o exagero e inocência de uma pré-adolescente. Acho que nunca havia sentido algo parecido com aquilo: admiração, encantamento... Parecia que um novo mundo havia se aberto para mim, que uma realidade mais bonita havia se revelado. Depois de reprisar ensandecidamente os episódios dessa fase da beatlemania ("A Hard Day's Night", "Help"), comecei a assistir os episódios anteriores de novo e tudo o que veio depois só aumentou o meu fascínio. A série foi exibida em cinco episódios, se não me engano, e no seu término eu já era uma beatlemaníaca sem salvação.

Fui fuçar os discos e fitas do meu pai para ver se encontrava alguma coisa e me deparei com "Abbey Road".



Deus, o efeito era entorpecente e eu estava viciadíssima. Inclusive, curti depressão por não ter feito parte daquela época. Todos os meninos ficaram instantaneamente desinteressantes e passei tardes e mais tardes ouvindo as músicas da banda em looping, e assistindo à fita vhs com o documentário até que ela ficasse mega desgastada. Na locadora do meu bairro, tinha um outro documentário inglês sobre eles cuja locação eu renovava continuamente, causando estranhamento nos atendentes.

Meu pai achou bonitinho, mas minha mãe ficou notadamente preocupada porque eu parecia meio louca, mesmo. Acabei me desconectando, por um tempo, das coisas e pessoas da minha idade. Eu estava na oitava série e meus colegas de sala achavam aquilo esquisitíssimo. E o curioso é que eu pouco me lixava para a incompreensão alheia, eles não entendiam, não tinham visto o que eu vi. (hahahaha) Podiam falar o que quisessem, desde que eu tivesse minha dose diária de Beatles. Não disse que fiquei doida?



Obviamente, esse furor todo começou a fenecer e a adquirir feições mais saudáveis e menos assustadoras. Ainda assim, as músicas dos Beatles me ajudaram a superar muitos momentos ruins como solidão, rejeição, bullying e o divórcio dos meus pais. Por causa dos Beatles, comecei a estudar inglês, escrever poemas, estudar violão, praticar desenho (eu fazia retratos da banda ou só do Paul). Fora que os Beatles me abriram as portas para outras bandas da década de sessenta. Como eu procurava informações sobre eles, sempre acabava lendo uma coisa outra sobre a música e a cultura da época. Esse, certamente, foi o início do meu encantamento com a cultura retrô. Posso dizer que boa parte da pessoa que me tornei  (amante das artes em geral, basicamente) é resultado do meu contato com a banda. E sou gratíssima por esse encontro. ♥

***

E vocês? Qual a sua banda favorita e como aconteceu o seu encontro?

7 comentários:

  1. Adoro esses posts de formação! Eu não tenho 1 banda específica do coração, mas várias têm um papel fundamental no desenvolvimento da minha personalidade e gostos. Escrevi lá no blog (já faz tempo) sobre como minha vida mudou quando ouvi "Appetite for Destruction", do GNR (é, sou meiga... rs).
    P.S. Esse documentário de cinema era o "100 anos luz"? Também tinha gravado em VHS <3

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    1. Era esse documentário, sim, Mi! Achei umas partes no youtube!
      \o/
      Menina, o link que vc compartilhou no facebook hoje tem tudo a ver com esse assunto, né? Adorei!

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  2. Já posso eleger esse o post mais lindo desse blog (suspeita, mas tudo bem!)?
    Suei aqui nos olhos quando você falou de Yesterday porque foi exatamente a mesma coisa que aconteceu comigo. Eu ouvia Beatles desde criança, meus pais tinham uma coletânea em vinil chamada Help! e eu ouvia em loop essa música e O-bla-di O-bla-da (as minhas favoritas!). Nem sabia o que significava, mas já gritava a plenos pulmões Hellpppp, I need somebodyyy!!! Prenúncio para uma vida cheia de inquietações hahahaha Foram eles também que me instigaram a aprender inglês, meu pai diz que eu ficava conversando sozinha tentando entender as letras das músicas.
    Mas amor mesmo foi com Yesterday, minha avó tinha acabado de morrer e eu não chorava, estava travada, não entendia aquela dor. Quando eu ouvi Yesterday chorei por uma semana seguida... Eu tinha 12 anos também. Foi daí que comecei a pesquisar e pedir aos meus pais para comprar as fitas. Quando eu ouvi Eleanor Rigby meu coração saltou do peito. Eu gritava pela casa: É isso, é isso, é isso!!!! Sabe-se lá o que eu queria dizer. Mas é isso até hoje.
    E sim também entrei em depressão porque não pude fazer parte daquela época.
    Quero ir em um show do Paul com você, tá sabendo que ele está cotado pra inaugurar o estádio do Palmeiras na segunda quinzena de novembro né? Tô pensando seriamente em ir!
    Beijos!!

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    1. Estou sabendo, sim! Ai, seria lindoooo!
      Eu também amei sua história com eles!
      Muito emocionante!

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  3. Eu não tenho neurônios para lembrar a primeira vez que ouvi minha banda favorita, mas com certeza Legião Urbana. Sempre fui daquelas que gostava da música, não do cantor ou banda. Fidelidade zero. A unica banda que me considerava fã era Legião. E hoje tendo assistido Somos Tão Jovens, me identifiquei com Renato Russo. Em uma cena em que ele bebado, procura o irmão do Flávio Lemos só pensei: tão eu...

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  4. Minha banda favorita sem dúvida é Arctic Monkeys. Meu primeiro contato foi através do videoclipe Brianstorm fiquei louca na hora! Desde então tenho acompanhado todos os lançamentos e corri para escutar o album anterior ao Favourite Worst Nightmare!

    Me identifico muito com o seu gosto musical. Conheci She & Him aqui^^ Você gosta de The Kills? Também amo a música deles. Viciante.

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    1. Amo Arctic Monkeys e The Kills! <3 Brianstorm me arrepia toda vez que ouço!

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