quinta-feira, 30 de outubro de 2014

#Rotaroots - Abraçando Patinhas

Cheguei mega atrasada, mas vou divulgar, mesmo assim, a iniciativa do Rotarroots com o projeto Abraçando Patinhas.

Loló

Penny Lane

 Ozzy

Um dos temas da blogagem coletiva do Rotaroots, no mês de Outubro, é a Adoção Consciente e a Guarda Responsável. A ideia é que a gente fale sobre nossa relação com nossos bichinhos. Bem, eu deveria estar analisando uma fila de processos, mas tentarei expor brevemente minha vida de gateira.

A Lorelai, Loló para os íntimos, foi meu primeiro bicho de estimação da vida. Eu já era adulta e não fazia ideia de como cuidar de um animal, inclusive tornei-me alvo de piada dos meus familiares que nunca poderiam me imaginar catando caca de gato. A dúvida quanto a minha adaptação pode ser respondida com o fato de eu ter adotado mais três gatos depois dela: o finado Jack, a Penny e o Ozzy.

Sou molóide com bichinhos, faço cara de besta e converso com voz retardada. Só não tenho cachorros porque considero-os mais carentes. Cachorros são bem mais devotados aos donos que os gatos, no sentido de precisarem de mais interação mesmo. E como passo boa parte do dia fora de casa, tenho pena de deixar um cão sozinho todo esse tempo. Gatos meio que têm a sua vida pra cuidar, dormem a maior parte do dia e não querem ficar grudados o tempo todo. Quer dizer, a maioria dos gatos, porque o Ozzy é um gato-cão. Ele não só quer ficar no colo a maior parte do tempo, como bate altos papos conosco, não é arredio com visitas e é super intrometido.

O carinho que meus gatos têm por mim é uma das maiores dádivas dessa vida. Eles são companheiros de verdade. Sentem quando estou doente ou triste e montam guarda ao meu lado. São carinhosos e me fazem rir diariamente com suas manias e brincadeiras particulares. Cada um tem seu jeito: Loló é manhosa e solitária; Penny é mais nonchalant e preguiçosa, mas não pode ver um arame de saco de pão que corre brincalhona pela casa; Ozzy é o destruidor/caçador/conquistador, escandaloso, aparecido, guloso, mas que cruza as patinhas feito um lord quando vai descansar. Eles dão trabalho, sim, e já me mataram de preocupação, mas são os meus pequenos amores. A vida é muito mais feliz com eles.

Inclusive, sou outra pessoa depois deles. Volto da portaria porque não lembro se troquei a água. Quando recebo visitas, fico neurótica com o abrir e fechar de portas, como medo de que eles fujam. Já chorei quando ficaram doentinhos ou machucaram a patinha. Meus bichanos me transformaram em muitos sentidos. É bom demais ter essas criaturinhas inocentes e desinteressadas para cuidar. Eles rasgarão todos os meus sofás e poltronas, deixaram montanhas de pelos pela casa, destruirão todos os meus enfeites quebráveis, rasgarão as capas dos meus livros e, ainda assim, não conseguirei ficar brava por mais de três segundos.

Só que não adianta adotar se for para deixar largado. Gosto de incentivar a adoção, principalmente em detrimento da compra de animais, mas a verdade é que só se deve assumir esse compromisso quando se está disposto a arcar com as responsabilidades. Os animaizinhos envelhecem, adoecem, precisam de cuidados preventivos, de ambiente higienizado. Fico de coração partido quando vejo gente saindo de viagem e deixando os pets presos sozinhos. Quem vai viajar e não tem parentes ou amigos que possam cuidar dos seus pets, deveria incluir nas suas despesas o hotelzinho de animais ou a contratação de um cuidador que os visite em casa. Mas a real é que nem todo mundo está disposto a assumir esse tipo de despesa e compromisso.

A propósito, o Rotaroots e a Max - Total Alimentos fizeram uma listinha com os pilares da Guarda Responsável e da Adoção Consciente para esclarecer e incentivar a galera:

  1. Educação das crianças sobre a necessidade do respeito aos animais
  2. Denúncia e vigilância contra maus tratos aos animais
  3. Castração dos peludinhos pra evitar o abandono dos filhotes não planejados
  4. Vacinação para todos
  5. Visitas regulares ao veterinário
  6. Conscientização contra os abandonos, principalmente no final do ano
  7. Necessidade de auxílio aos cães e gatinhos mais idosos
  8. Alimentação digna e saudável
  9. Espaços adequados para a diversão e bem-estar
  10. Higiene constante do local onde moram e também deles mesmo
A Max – Total Alimentos conta com um programa de responsabilidade social chamado Max em Ação. No hotsite, é possível localizar ONGs cadastradas no projeto e fazer sua doação através do site, com valores a partir de R$6 (equivalente a 1kg). A cada doação feita para a ONG de sua preferência no site da campanha, a Max acrescenta mais 50% em cima. Ou seja: se você doa 10kg, a Max acrescenta mais 5kg e a ONG recebe, somente na sua doação, 15kg de ração.

Quem quiser fazer uma doação pode clicar aqui.


Esta blogagem coletiva faz parte do projeto Abraçando Patinhas, uma iniciativa do Rotaroots em parceria com a marca de ração Max – da fabricante Total Alimentos. Esta iniciativa reverterá na doação de 1 tonelada de ração para a ABEAC , ONG responsável pelo bem estar de cerca de 1100 cães. Saiba mais sobre o projeto no site do Abraçando Patinhas ou participando do grupo do Rotaroots no Facebook .



6 comentários:

  1. Lindo relato sobre essa causa meus netinhos felinos estao muito fofos.

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  2. Eu amo gatos. Atualmente, tenho a Emma. Ela foi deixada no portão de casa, minha vó passou a cuidar, quando vimos ela era nossa. Quer dizer, era minha, pq Emma gosta mais de mim do que da minha mãe. Hahaha

    O processo de adaptação à casa nova me deixou muito tensa. Chorei de medo de ela fugir.

    Adorei o nome dos seus bichinhos.

    Mas como é ter 3 gatos numa casa? Não vira um caos em algum momento?

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    1. Não chega a virar caos, não. É tranquilo. A única parte chata é varrer montanhas de pelos, mas vale a pena. :)

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  3. Deu vontade de participar também. Sempre apoiei a adoção. || Ah, o Ozzy parece com um gato aqui de casa (todo manhoso), haha. A Penny é linda. Não tenho visto muitos com essa pelugem. || Amei a iniciativa do Roots - @ Emilie

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  4. Não conhecia seus peludinhos. Fofos!
    Realmente, conviver com animais nos transforma. Eu sempre tive cães (e peixes, e pássaros, e coelhos...rs) e adoro a energia deles, mas os gatos me conquistaram totalmente. Tenho 5 ronronentos em casa. É muito amor.

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