quinta-feira, 27 de novembro de 2014

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Não posso acrescentar uma atividade sequer à minha rotina sem me descaralhar toda. Tenho estudado e lido muito e tenho tentado, também, alimentar o canal do youtube, o que está me deixando sem ideias de post aqui pro blog. E isso me deixa bastante chateada porque o blog é meu xodozinho, meu diário, meu espaço de conversa aleatória.

Eu desconfiava que isso fosse acontecer e eu estava certa. Você começa a fazer resenhas em vídeo e é dominado pela preguiça de fazê-las por escrito. Tão mais simples sentar o rabo e falar like crazy e depois aparar as digressões e brancos no editor. Escrever requer clima, concentração. É necessário se preparar psicologicamente, esboçar o post na cabeça enquanto caminha, come, viaja no metrô, para que ele saia menos travado quando você, de fato, abrir a página da nova postagem.

Só que eu não estou gostando nada disso. Gosto de escrever. É mais desafiador e me mantém afiada. Por isso, eis-me regressada.

O titulo foi tirado de uma das minhas músicas favoritas nesse universo. Nem vou comentar a cretinice da vida e a minha falta de noção em ter perdido o show mais recente da banda. Curti o bode da vida por não ter ido a esse show. Só que eu estava em Alpha Centauri, esqueci completamente que eles viriam, não acompanhei datas, nada. Quando dei por mim, os ingressos acabaram, restando somente aqueles insultuosamente caros que minha consciência de classe me impede de comprar.

Meu irmão não sabe, mas uma das melhores coisas que ele fez por mim na vida, depois de nascer e gerar o sobrinho mais fofolete do mundo, foi me apresentar ao Arctic Monkeys. Lá em casa, o movimento mais comum era contrário: eu, a irmã oito anos mais velha, é que submetia a criança aos portentos do mundo da música, zelando pela sua formação cultural adequada. Anos depois, ele me retribui com essa que é, sem sombra de dúvida, uma das minhas bandas favoritas, do coração mesmo. 

O curioso é que ouço os primeiros discos dos Monkeys com uma tristezinha. Não perguntem o motivo. Isso só acontece com Whatever People Say I Am, That's What I'm Not e Favourite Worst Nightmare. Os álbuns posteriores ouço de boua. Mas se você pegar uma músicas das antigas, mesmo uma mais agitada como "Teddy Picker", parece que me acionaram o modo melancolia, o nariz começa a arder, fico um pouco saudosa, emotiva. Isso piora com o fato de que a banda mudou completamente de estilo e parece que não cogita retomar a sonoridade inicial, no que provavelmente estão certos. Nada pior que artista que arremeda a si mesmo.

Lembro que quando ouvi esses discos senti-me diante da promessa de que o sublime musical ainda era possível, de que ainda dava pra fazer música com todo o vigor e genialidade dos Beatles. Acho que a minha melancolia tem a ver com o fato de que os descobri tardiamente, quando eles já tinham dois discos lançados. E eles não eram exatamente da minha geração, mas sim uns molecotes cheios de espinhas. É meio awkward uma burra-velha vibrando histérica com uma banda de adolescentes, mas era meio isso. Foda-se. É isso merrrmo.

E daí que voltei misturando alhos com bugalhos nesse blog que é isso aê, meu umbiguismo, devaneios, mimimis e as amadas listas de livros, filmes e músicas que emprestam um tantinho de sentido pra essa vida.

Vi esse post da Ana e decidi fazer mais uma listinha, na tentativa de manter esse blog ativo em sua função de me distrair e de entreter seus doze leitores cativos. A lista não é muito criativa ou diferente do que já venho fazendo, mas é bom ter um lembrete. Não pretendo, exatamente, "blogar mais e melhor"  porque não trabalhamos com pretensão de seriedade por aqui, mas curti a inspiração para alimentá-lo, e não queria perder a chance de fazer uma listinha, hohoho.


:)

3 comentários:

  1. letrinha linda! rsrs
    Surpresa com seu vídeo (raramente assisto vídeos pq a internet movel me enche de preguiça/irritação)! Nunca te imaginei aceleradinha!

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  2. Que bom que voltou animada, Aline! Beijos.

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  3. Aline, adoro seu blog e seus vídeos! Continue do jeito que quiser! :)

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